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sábado, 26 de abril de 2014

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA NÃO TEVE MEDO DA ALEGRIA

Missa de ação de graças do Papa pela canonização do evangelizador do Brasil

Roma, 24 de Abril de 2014

O papa Francisco presidiu nesta quinta-feira, às seis da tarde, na Igreja romana de Santo Ignácio de Loyola, a missa de ação de graças pela canonização de São José de Anchieta. O Santo Padre assinou no dia 3 de Abril o decreto de canonização do padre Anchieta,  juntamente com o de outros beatos canadenses: a mística missionária Maria da Encarnação (Guyart) e o bispo Francisco de Montmorency -Laval. Os três tinham sido beatificados em 1980 por João Paulo II.

A canonização do jesuíta de Tenerife José de Anchieta foi feita através do processo chamado ‘equipolente’, já que não responde a um milagre recente, mas se reconhece o seu intenso trabalho de evangelização no Brasil, realizado na segunda metade do século XVI.

Na sua chegada à igreja, o Pontífice argentino foi recebido com aclamações e aplausos pelos muitos fiéis e curiosos que se aglomeravam nas portas do templo. E é que Roma se encontra tomada por milhares de peregrinos de vários países que vieram para a capital italiana participar, no próximo domingo, da canonização de João XXIII e João Paulo II.

A igreja de Santo Ignácio recebeu cerca de mil pessoas durante a celebração. A delegação canária, com umas oitenta pessoas, está encabeçada pelos dois bispos das Canárias, monsenhor Bernardo Álvarez (Tenerife) e monsenhor Francisco Cases (Gran Canária), o presidente do Governo regional, Paulino Rivero, o do Conselho de Tenerife, Carlos Alonso, e o prefeito de La Laguna - cidade natal de São José de Anchieta - Fernando Clavijo, entre outros. Representando o Governo Espanhol, o ministro José Manuel Soria, que também é canário.

Na Eucaristia, que tem sido em português, participaram as primeiras autoridades religiosas do Brasil: os cardeais Damasceno, Hummes, Braz e Scherer. Mesmo assim, o Santo Padre fez sua homilia em espanhol. A seguir, reproduzimos as palavras do Papa durante Francisco durante a missa de ação de graças:

No trecho do Evangelho que acabamos de ouvir os discípulos não conseguem acreditar na alegria que têm porque “não podem crer por causa dessa alegria”, assim diz o Evangelho. Olhemos a cena: Jesus ressuscitou, os discípulos de Emaús narraram a sua experiência. Pedro também conta o que viu. Logo, o mesmo Senhor aparece na sala e lhes diz: “A paz esteja convosco”. Vários sentimentos invadiram os corações dos discípulos: medo, surpresa, dúvida e, finalmente, alegria. Uma alegria tão grande que, por esta alegria “não conseguem crer”. Estavam atônitos, pasmados, e Jesus, quase mostrando um sorriso, pede a eles algo para comer e começa a explicar-lhes, devagar, a Escritura, abrindo o seu entendimento para que pudessem comprendê-la. É o momento da maravilha do encontro com Jesus Cristo, onde tanta alegria nos parece mentira; mais ainda, assumir o gozo e a alegria nesse momento é arriscado e sentimos a tentação de refugiar-nos no ceticismo, “não é para tanto”. É mais fácil acreditar em um fantasma do que em Cristo vivo. É mais fácil ir a um quiromante que adivinhe o seu futuro, que joga as cartas, do que confiar na esperança de um Cristo triunfante, de um Cristo que venceu a morte. É mais fácil uma ideia, uma imaginação do que a docilidade a esse Senhor que surge da morte e vai lá saber as coisas às quais nos convida. É o processo de relativizar tanto a fé que termina nos distanciando do encontro, da carícia de Deus. É como se “destilássemos” a realidade do encontro com Jesus Cristo no alambique do medo, no alambique da excessiva segurança, do querer controlar, nós mesmos, o encontro. Os discípulos tinham medo da alegria... E nós também.

A leitura dos Atos dos Apóstolos nos fala de um paralítico. Escutamos somente a segunda parte dessa história, mas todos conhecemos a transformação deste homem: aleijado desde o nascimento, prostrado na porta do Templo para pedir esmola, sem nunca atravessar sua soleira; e como os seus olhos se fixaram nos Apóstolos, esperando que lhe dessem algo. Pedro e João não podiam dar-lhe nada do que ele procurava: nem ouro, nem prata. E ele, que sempre tinha ficado na porta, agora entra por conta própria, dando saltos, e louvando a Deus, celebrando as suas maravilhas. E a sua alegria é contagiosa. Isso é o que hoje nos fala a Escritura: as pessoas se admiravam, e assombradas vinham correndo para ver essa maravilha.

É que a alegria do encontro com Jesus Cristo, essa que nos dá tanto medo de assumir, é contagiosa e grita o anúncio, e aí cresce a Igreja. O paralítico crê. “A Igreja não cresce por proselitismo, cresce por atração”; a atração testemunhal deste gozo que anuncia Jesus Cristo. Esse testemunho que nasce da alegria assumida e logo transformada em anúncio. É a alegria fundamental. Sem este gozo, sem esta alegria, não é possível fundar uma igreja, uma comunidade cristã. É uma alegria apostólica, que irradia, que expande. Me pergunto: Como Pedro, sou capaz de sentar-me com o meu irmão e explicar devagar o dom da Palavra que recebi? É contagiá-lo da minha alegria! Sou capaz de convocar ao meu redor o entusiasmo daqueles que descobrem em nós o milagre de uma vida nova, que não é possível controlar, à qual devemos docilidade porque nos atrai, nos leva; essa vida nova nascida do encontro com Cristo?

Também São José de Anchieta soube comunicar o que ele tinha experimentado com o Senhor, “o que tinha visto e ouvido” dele; o que o Senhor lhe comunicou nos seus exercícios. Ele, junto com Nóbrega, é o primeiro jesuíta que Ignácio envia à América. Um garoto de 19 anos. Era tal a alegria que tinha, tal o gozo, que fundou uma nação, colocou os fundamentos culturais de uma nação em Jesus Cristo. Não tinha estudado teologia, não tinha estudado filosofia; era um garoto, mas tinha sentido o olhar de Jesus Cristo e se deixou alegrar, e optou pela luz. Essa foi e é a sua santidade. Não teve medo da alegria.

São José de Anchieta tem um belo hino à Virgem Maria, a quem, inspirando-se no cântico de Isaías 52, compara com a mensagem que proclama a paz, que anuncia o gozo da Boa Nova. Que ela, que nessa madrugada do domingo, sem dormir pela esperança, não teve medo da alegria, nos acompanhe na nossa peregrinação, convidando todos a se levantarem, a renunciar à paralisia, para entrarmos juntos na paz e na alegria que Jesus, o Senhor Ressuscitado, nos presenteia.

Veja o álbum de fotos da celebração.

( RED - IV / Trad.TS)

Fonte: http://pelos-caminhos-de-deus.blogspot.com.br/2014/04/sao-jose-de-anchieta-nao-teve-medo-da.html

DESEJO À VOCÊ!

Que… “Chuvas de Bênçãos sejam derramadas abundantemente sobre ti e tua Casa“… Que… a Unção de DEUS seja como um bálsamo a envolver tua vida e te Ungir Completamente pela Glória de DEUS“… Que… “DEUS faça prosperar tudo aquilo que vier até tuas mãos, e que de uma semente cresçam milhares de árvores Frutíferas“… Que… “Todas as Promessas de DEUS sejam uma Coroa de Vitória e Vida para você como Prova da Fidelidade do teu DEUS, acerca de tudo o que Ele Fala e Cumpre“… Que… “Rios de águas Vivas corram dentro de tí, purificando, e levando tudo aquilo o que não é de DEUS“. Que…“A Glória de DEUS repouse sobre sua vida…Amém ...