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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

MUDAR DE VIDA COM O PROJETO SEGUNDA MORADA

Saiba o que é o Projeto Segunda Morada e como fazer para colocá-lo em prática para mudar radicalmente as nossas vidas.

Neste início de ano, façamos do Projeto Segunda Morada a nossa principal meta, se queremos viver uma extraordinária mudança em nossa vida espiritual. Este projeto tem sua origem na doutrina espiritual de Santa Teresa d’Ávila, também conhecida como Santa Teresa de Jesus, que está contida em seus escritos, especialmente no livro “Castelo Interior ou Moradas”. Santa Teresa escreveu este livro clássico de espiritualidade a partir de uma experiência mística, na qual ela viu que em nosso interior há um castelo com várias moradas e que no centro dele está Deus. Mas, infelizmente poucas pessoas que entram em seu castelo interior. As pessoas que entram, ao invés de adentrarem cada vez mais, de morada em morada, até se encontrarem com o Senhor, a maioria permanece na primeira morada. O que é ainda pior é que estas saem frequentemente da primeira morada interior, por causa de seus pecados graves. Tendo em vista que a maioria de nós católicos está na primeira morada, o que já uma maravilhosa obra da misericórdia divina, o Projeto Segunda Morada será de grande ajuda para nós inciantes, que queremos crescer em nossa vida espiritual.

Saiba o que é o Projeto Segunda Morada e como fazer para colocá-lo em prática para mudar radicalmente as nossas vidas.

O que é o Projeto Segunda Morada?

O Projeto Segunda Morada foi lançado pelo Padre Paulo Ricardo no Acampamento de Ano Novo 2016, na Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), na pregação com o tema: “Projeto Segunda Morada”. Posteriormente, Padre Paulo fez uma aula ao vivo sobre o “Projeto Segunda Morada”, para as pessoas que acessam o seu site. Para saber o que é este projeto, precisamos saber o que é um projeto de vida espiritual. Da mesma forma que em qualquer construção bem feita é necessário um projeto, na vida espiritual, se queremos progredir, é necessário um bom projeto. O Projeto Segunda Morada tem a vantagem de ser não somente um projeto, pois podemos ver o “edifício” pronto na vida de Santa Teresa e de muitos outros santos e santas que trilharam este mesmo caminho espiritual. O que explica a extraordinária eficácia desse projeto de vida é justamente a inspiração divina que a Santa recebeu e que nos foi deixada em sua obra “Castelo Interior”. Além disso, contamos também com a experiência profunda de Santa Teresa com Deus, com sua vida espiritual, que nos foi transmitida em seus escritos. Dessa forma, o Projeto Segunda Morada é um projeto de vida espiritual que nos dá a segurança de fazer parte desse caminho inspirado por Deus, testado e aprovado na vida dos santos, mormente na vida da grande santa carmelita, doutora da Igreja, Teresa de Jesus.

O primeiro passo: lutar contra os pecados veniais

O primeiro passo do Projeto Segunda Morada é justamente ir na raiz do problema que nos faz frequentemente sair da primeira morada. O que nos faz sair da primeira morada são os pecados graves, ou pecados mortais, que por vezes temos dificuldades de evitá-los, porque não combatemos a sua raiz, que são os pecados veniais. Antes de cometemos pecados graves, certamente cometemos muitos pecados veniais, que nos enfraquecem espiritualmente, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica: “O pecado venial deliberado e não seguido de arrependimento, dispõe, a pouco e pouco, para cometer o pecado mortal”1. Para evitar as frequentes quedas, permanecer nas primeira moradas e depois entrar nas segundas, precisamos nos decidir em combater com todas as nossas forças, com “determinada determinação”2, os pecados veniais. Na prática, se estivermos em pecado grave, em primeiro lugar é necessário nos arrepender e fazer uma boa confissão. Quando estamos em estado de graça, começa a nossa luta contra os pecados veniais. Estes são praticamente inumeráveis, pois a nossa capacidade criativa na matéria é quase infinita. No entanto, se analisarmos bem, os pecados são os mesmos, mas a forma de cometê-los é que muda.

Daremos aqui alguns exemplos bem comuns, que podem nos ajudar a identificar quais são aqueles pecados veniais que temos que combater. Os homens têm a tendência de olhar para o corpo das mulheres nas ruas, praças e outros locais públicos, mas também através da televisão, filmes, revistas, internet, etc. Para ajudar a vencer este pecado, precisamos purificar a nossa imaginação da imagens que estão em nossa memória. O pecado com o olhar é bastante comum, tanto que muitos até discordam dizendo que não é pecado. No entanto, Jesus Cristo nos diz, na Palavra de Deus, que até o simples olhar pode ser caracterizado como pecado grave, quando este é acompanhado da cobiça: “todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração” 3. O mesmo acontece com as mulheres, que geralmente gostam de mostrar seu corpo, sua beleza, sua sensualidade, e acabam atraindo o olhar malicioso dos homens. Dessa forma, elas acabam sendo causa de queda para eles e para si mesmas. Por isso, neste ponto, as mulheres devem tomar muito cuidado com o modo de vestir, evitando saias, vestidos, shorts curtos ou apertados demais, calças justas, que mostram os contornos do corpo, decotes que expõe as costas, a barriga, os seios e os ombros. A este respeito, recomendo que as mulheres redescubram a beleza da modéstia no vestir, que era característica nos tempos áureos da Igreja Católica. Os namorados e noivos se colocam em perigo de pecados graves quando ultrapassam os limites de um namoro cristão. Por isso, devem evitar beijos, abraços e carícias mais “calientes”. Quanto às pessoas que tem o vício do álcool ou das drogas, devem evitar o primeiro trago. Pois, na maioria das vezes, este é a causa da queda de muitas pessoas. O excesso na comida e na bebida, o desejo desenfreado por pratos e bebidas requintados ou exóticos, devem ser evitados com cuidado, pois podem nos levar aos pecados graves, principalmente contra a castidade. Igualmente devemos evitar o pecado da avareza, que pode nos levar à cobiça, à idolatria do dinheiro, do poder e das riquezas. Além desses cuidados, não devemos frequentar ambientes que podem ser “ocasião de pecado” para nós, lugares onde estamos mais expostos à concupiscência da carne e aos ardis de Satanás, que é o “príncipe deste mundo”4. Não devemos nos descuidar, pois “quem ama o perigo nele perecerá”5. Dessa forma, se queremos permanecer de pé e avançar na vida espiritual, é necessário cautela para escolher os lugares aonde vamos. Enfim, os pecados capitais, também conhecidos como doenças espirituais, que são consequências do pecado original, devem igualmente ser combatidos com as virtudes capitais, pois eles são a origem a dos pecados veniais e consequentemente dos mortais.

O segundo passo: crescer na vida de oração

O segundo passo para entrar nas segundas moradas é a perseverança na oração pessoal diante de Deus. Pois, Santa Teresa ensina que “as segundas moradas são os aposentos dos que já começaram a ter oração”6. No entanto, esta oração não deve ser confundida com a participação da Santa Missa, a adoração e as orações comunitárias, a oração do Rosário e outras devoções, que em si são muito boas, mas para crescer espiritualmente é preciso ir além. Esta oração também não deve ser confundida com orações nas quais nos colocamos diante de Deus para sentir a Sua presença, receber consolações, colher palavras, imagens, ou profecias. A este respeito, São Luís Maria Grignion de Montfort nos ensina, quando fala da devoção a Virgem Maria na sagrada comunhão: “deixarás agir tanto mais Maria por Jesus e Jesus em Maria, quanto mais profundamente te humilhares e os escutares em paz e silêncio, sem procurar ver, gostar ou sentir”7. Nesse sentido, a ação de graças depois da comunhão e a adoração ao Santíssimo Sacramento são momentos privilegiados para a oração pessoal.

Nas primeiras moradas somos como que “surdos-mudos”8, não ouvimos Deus, nem conseguimos falar com Ele, porque queremos fazer isso com nossos sentidos e não com o intelecto. Por isso, nessa fase da vida espiritual, a oração mais frutuosa é aquela que nasce da meditação e da contemplação da humanidade de Jesus Cristo através da sua vinda humilde ao mundo, na fragilidade de uma criança, das seus ensinamentos, dos seus milagres, e principalmente da sua paixão, morte de cruz e ressurreição. Ademais, o Senhor continua a nos falar de várias formas, nos chamando a entrar em nosso castelo interior: “São palavras que se ouvem de pessoas boas, ou sermões, ou a leitura de bons livros e várias outras coisas que nos são ditas e de que se serve o Senhor para nos chamar. Podem ser também doenças, sofrimentos, bem como uma verdade que ensina nos momentos em que estamos em oração. Deus valoriza muito esses momentos, por mais destituídos de firmeza e fervor que estejamos”9. Precisamos estar atentos a todo momento, pois Deus fala conosco na oração, mas também nos sofrimentos, nas contrariedades, e muitas vezes nas coisas mais ordinárias do nosso dia a dia.

O terceiro passo: crescer no amor a Deus

O terceiro passo para entrar nas segundas moradas é amar, fazer tudo por amor, para agradar Deus. Pois, como nos ensina São Paulo no seu belíssimo hino à caridade, “ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!”10. Para ter valor diante de Deus, a nossa luta contra os pecados veniais e contra os pecados capitais deve ser motivada pelo amor. Devemos evitar todo pecado para agradar Deus, para permanecer na Sua presença, em estado de graça. Igualmente, as nossas orações devem ser motivadas por amor a Deus. Ainda que nossa oração pareça não dar frutos, o que é comum nesta passagem para as segundas moradas, devemos perseverar com o fim último de agradar Deus, como fez Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face ainda antes de entrar no Carmelo. No Natal de 1886, Santa Teresinha fez uma experiência mística, que transformou sua vida: “Senti a caridade entrar em meu coração e me esquecer de mim para agradar a Deus”11. Teresinha, que era egoísta, neurótica, mimada e “ficava [fechada] em si mesma como um cachorrinho lambendo suas próprias feridas, ao fazer sua experiência do Natal a fez sair de si mesma”12. Esta experiência levou a Santa a crescer no amor e na intimidade com Deus: “Teresinha tempos depois viu a imagem do crucificado jorrando sangue, ela percebeu que o sangue de Jesus não poderia ser desperdiçado, mas sim aspergido nos pecadores. Ela soube de um prisioneiro que havia recebido a pena de morte, decidiu-se rezar por ele, mandava rezar missas, oferecia jejuns pela salvação deste pecador. Este condenado que havia negado a confissão, antes de ser guilhotinado beijou três vezes o crucifixo. Para Teresinha isto foi sinal que Deus ouviu sua oração e aquele rapaz era seu primeiro filho espiritual”13. Seguindo o exemplo de Santa Teresinha e de muitos outros santos, podemos também rezar pelos pecadores, pelos doentes, pelos mais necessitados. Estes atos de amor tornam-se ainda mais significativos neste Ano da Misericórdia, que é um tempo propício para crescer na prática das obras de misericórdia espirituais e corporais. Tudo isso devemos fazer por amor a Deus, para agradar Jesus Cristo, que por amor a nós foi desprezado, humilhado, sofreu tormentos e dores indizíveis e morreu crucificado. À vista disso, crescer no amor não é nada mais que uma resposta à misericórdia de Deus manifestada na vida de cada um de nós, Àquele que nos amou por primeiro14.

Assista ou ouça programa do Padre Paulo Ricardo sobre “Como progredir na caridade?”:

O Projeto Segunda Morada e a determinação

Assim, depois de conhecer os passos a serem dados, compreendemos que o Projeto Segunda Morada é muito simples. No entanto, entrar nas segundas moradas exige a determinada determinação que nos ensina Santa Teresa d’Ávila, pois apesar de serem passos simples, isso não significa que seja fácil dar esses passos, principalmente porque Satanás e seus sequazes farão tudo que lhes for possível para que permaneçamos na primeira morada: “Os demônios começam a representar aqui as coisas do mundo […] e a fazer que seus contentamentos pareçam quase eternos. Trazem à memória os amigos e parentes, a estima em que a pessoa é tida, a saúde que pode ser perdida nas coisas de penitência — pois, sempre que entra nesta morada, a alma começa a desejar fazer alguma — e mil outras maneiras de impedimento”15. Além disso, a determinação é necessária porque entrar nas segundas moradas não se dá como aconteceu com Santa Teresinha, que com 14 anos já estava em outra fase, mais adiantada, da vida espiritual. Para entrar nas segundas moradas, é necessário mais o nosso esforço pessoal do que a ação sobrenatural da graça de Deus. Por isso, recomendamos a prudência de não dar um passo maior do que a nossa capacidade. Para romper com os pecados veniais, que no mais das vezes são muitos e podemos nos perder ao tentar acabar com todos de uma vez, procuremos vencer primeiro aquele que mais nos leva a pecar, e assim sucessivamente, um por um, como nos ensina São José Maria Escrivá: “Com o exame particular tens de procurar diretamente adquirir uma virtude determinada ou arrancar o defeito que te domina”16. Dessa forma, veremos que mais facilmente cresceremos na vida espiritual. Na vida de oração, procuremos fazer propósitos que estão ao nosso alcance. Se nossa oração diária é muito breve ou inexistente, comecemos com meia hora. Se já fazemos meia hora de oração, passemos para uma hora, e assim por diante. Por fim, recordamos que tudo que fizermos deve ser por amor, para agradar Deus. Neste Ano Santo da Misericórdia, cresçamos especialmente na prática das obras misericórdia espirituais e corporais, que são tão necessárias em nosso tempo. Ó Virgem Maria, nos ajude a viver com determinada determinação o Projeto Segunda Morada, por amor a Deus e pela salvação dos pecadores. Nos ajude também a compartilhar essa experiência, nos inspire a quem propor este caminho espiritual, muda as suas vidas, leva-as ao seu Filho Jesus Cristo e à salvação eterna. Nossa Senhora Mãe de Misericórdia, rogai por nós!

Natalino Ueda, escravo inútil de Jesus em Maria.

 

Links relacionados:

CANÇÃO NOVA.

Obras de misericórdia são o coração da fé, diz Papa.

PADRE PAULO RICARDO. Caminho de Perfeição.

Referências:

1 PAPA JOÃO PAULO II. Catecismo da Igreja Católica, 1863.

2 SANTA TERESA DE JESUS. Caminho de Perfeição, C 21, 2.

3 Mt 5, 28.

4 Jo 12, 31.

5 Eclo 3, 27.

6 SANTA TERESA DE JESUS. Castelo Interior ou Moradas, Segundas Moradas, 2.

7 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, 273.

8 SANTA TERESA DE JESUS. Castelo Interior ou Moradas, Segundas Moradas, 2.

9 Idem, 3.

10 1 Cor 13, 3.

11 SANTA TERESA DO MENINO JESUS E DA SAGRADA FACE. História de uma alma: manuscritos autobiográficos, manuscrito “A”, capítulo V.

12 EVENTOS CANÇÃO NOVA. Projeto Segunda Morada.

13 Idem, ibibdem.

14 Cf. 1 Jo 4, 19.

15 SANTA TERESA DE JESUS. Castelo Interior ou Moradas, Segundas Moradas, 3.

16 SÃO JOSÉ MARIA ESCRIVÁ. Caminho, 241.

Fonte: Todo de Maria

DESEJO À VOCÊ!

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