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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Vinda a Portugal das relíquias de SANTA TERESA DO MENINO JESUS

Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa

Entre os dias 28 de Outubro e 16 de Dezembro de 2005 ocorrerá a visita das relíquias de Santa Teresa do Menino Jesus a todas as dioceses portuguesas
A veneração das relíquias é uma forma de apreço por uma vida fiel a Cristo, verdadeiro tesouro das comunidades cristãs. Venerar a memória dos seguidores do Mestre, na pobre materialidade do que resta do seu corpo é ocasião de graça e alegria, momento de interpelação evangélica para a santidade e oportunidade de compromisso missionário.

A Conferência Episcopal Portuguesa deseja que a graça de acolher em todas as dioceses portuguesas a visita das relíquias de Santa Teresa do Menino Jesus, integrada no Congresso Internacional para a Nova Evangelização, de Lisboa, aponte para a perspectiva dinâmica e apostólica da fé cristã. A proximidade física destas relíquias, através da urna que contém os seus restos mortais em relicário de ouro, revestido de vidro, sustentará o olhar da fé e moverá os corações. Ao estar perto de quem descobriu na sabedoria do Evangelho a força do amor misericordioso de Deus, o ardor da missão e a beleza da santidade, seremos impelidos a renovar essas atitudes na vivência eclesial.


1. Força do amor misericordioso de Deus
As relíquias mais preciosas que Teresa deixou são as palavras sábias e santas dos seus escritos espirituais, tesouro da sua memória para todos os cristãos. Uma das dimensões a valorizar na veneração de Teresa de Lisieux é o conhecimento da sua doutrina espiritual, simples e profunda, centrada na “Ciência do Amor divino”. Foi a esse título que João Paulo II a proclamou Doutora da Igreja em 1997 (1) . Assim se propunha para toda a Igreja e se confirmava a actualidade do seu caminho de “infância espiritual”.
Todos podemos partir da nossa pequenez e debilidade para nos abandonarmos à purificação do amor misericordioso de Deus e nos deixarmos modelar pela sua vontade. A Palavra de Deus é para Teresa do Menino Jesus o sacramento de Jesus de Nazaré que está vivo no Evangelho. Beber desta fonte viva iluminou os passos da sua vida. A Palavra de Deus foi fogo que lhe queimou o coração, constituiu o pão espiritual de cada dia. Assim acolhia, conservava e expressava em testemunho as palavras do Amado. O zelo do Amor contemplado devia abrasar o mundo. Jesus foi para Santa Teresinha o companheiro, o “livro vivo”, o Mestre onde aprender a “Ciência do Amor” ou conhecer o “carácter de Deus”. Foi no Evangelho que a Doutora da Igreja cimentou a via da clareza simples, humilde e atraente que somos convidados também a percorrer.
Esta perita na “ciência do amor” viveu do inefável mistério da Eucaristia e alimentou em Jesus eucarístico a energia da sua caridade. Desejava nunca perder da sua vida a presença de Jesus, implorando “Ficai em mim, como no sacrário” (2) . Comungar Jesus era o melhor remédio para curar a miséria humana e a força para comunicar a confiança em Deus, para manter no coração a sua presença paterna e materna.


2. Evangelizar a partir do amor
Da atracção do amor de Deus contemplado em Jesus, do mergulhar no oceano infinito do seu amor, resulta, na espiritualidade de Teresa do Menino Jesus, a irradiação transparente, a necessidade interior de corrermos ligeiros, abrasados pelo Amor (3) .
Da abertura radical a Deus partiu a largueza de horizontes apostólicos da Igreja, atenta a pessoas sem esperança e sem fé. Teresa de Lisieux, proclamada padroeira das missões em 1927, interpela a Igreja para uma evangelização que parta do amor, que se desgaste no anúncio do Amor misericordioso de Deus, em abertura total à confiança nele e pelo método de ardente comunhão com os não crentes.
A forma como Santa Teresa é padroeira das missões ajuda-nos a compreender o sentido profundo da obra missionária que não é pura persuasão, mas experiência jorrante do coração da Igreja que ama. Teresa do Menino Jesus captou que os apóstolos não proclamariam o Evangelho, que os mártires não derramariam o seu sangue se este coração não ardesse. Bastou compreender que o amor é tudo, que atravessa o tempo e os espaços. Percebeu como na clausura de uma pequena cidade se pode estar presente por todo o lado. Porque ao amar com Cristo, ela estava no coração da Igreja.
Na tarefa missionária, os temores são vencidos se “navegarmos nas ondas da confiança e do amor”. Se partirmos do amor não apenas avançaremos, mas antes voaremos (4) . A liberdade do anúncio, sem perturbação, é voo destemido dos que se sabem amados e se lançam confiantes nas vias altas de serem mensageiros do Reino.
Se Santa Teresa sonhou “abrasar, abraçar e levantar apostólica e missionariamente o mundo”, se tinha o desejo forte e largo de ser missionária “desde a criação do mundo até à consumação dos séculos” (5) , era graças à contemplação do Deus vivo, em Jesus.


3. Beleza da santidade
Contactar com os sinais de uma vida como a de Teresa do Menino Jesus é interpelação para a santidade. Uma santidade que não nos afaste da vida concreta, mas encontre “pequenas vias” de abandono confiante à acção de Deus em nós.
A interpelação contemplativa da Carmelita reforça a nossa decisão de encontrar uma arte da oração na pedagogia da santidade, necessária para o novo milénio, como pediu João Paulo II (6) . O diálogo de amor filial com Deus Pai é a forma de crescimento orante, assim descrito por Teresa: “um impulso do coração, um simples olhar lançado para o céu, um grito de gratidão e de amor, tanto no meio da tribulação como no meio da alegria” (7) . Será este compromisso orante que abrasará como fogo de amor os santos, os missionários, os doutores da Igreja e que levantará a mundo (8).
Agora, do céu, em comunhão de santos, partilha do trabalho permanente do Pai. É um sinal para nós neste início de milénio, que nos exige a irradiante beleza da santidade, verdadeiro e novo impulso para a missão.


Conclusão
A visita das relíquias deverá constituir momento para revigorar o sentimento religioso cristão, através da inserção da visita em actos litúrgicos próprios, adaptados a valorizar dimensões específicas do carisma teresiano, como meio de prolongar a vida litúrgica da Igreja, ao proporcionar alimento de uma piedade centralizada na vida sacramental (9).
Convidamos todos os cristãos a acolher este dom, estas “pétalas de uma rosa desfolhada” como vestígios luminosos de uma vida atraída totalmente por Deus, encantadora pela beleza da sua interioridade e atravessada pelo amor misericordioso de Deus. Vivendo e morrendo de Amor, qual coração da sua vocação e missão na Igreja, impelirá pela visita, bem preparada em todas as dioceses, para que as comunidades cristãs se lancem a “fazer amar o Amor, o Amor misericordioso”, no coração da não crença, na expressão de Pio XI.
Deus misericordioso e compassivo,
que através da vossa serva Teresa de Lisieux
nos oferecestes um exemplo vivo de abandono à vossa vontade
e de total disponibilidade para dar transparência
ao vosso plano de salvação,
permiti a cada um de nós dar maior lugar à dimensão orante da vida cristã,
suscitai nos corações dos jovens desejo de optar pela vida contemplativa
e fazei crescer a nossa consciência missionária,
neste início do novo milénio.
Fátima, 23 de Junho de 2005


 

Notas


(1) Tinha sido beatificada em 1923 (26 anos após a sua morte) e canonizada em 1925.
(2) TERESA DO MENINO JESUS - Orações 6. In Obras completas: Textos e últimas palavras. Marco de Canaveses: Ed. Carmelo, 1996. As citações das obras teresianas seguem esta edição.
(3) Cf. Manuscrito C 36 r.
(4) Cf. Manuscrito A 80 v.
(5) Manuscrito B 3 r.
(6) Cf. JOÃO PAULO II - Novo Millenio Ineunte, 32
(7) Manuscrito C 25 r.
(8) Cf. Manuscrito C 36 v.
(9) Cf. II CONCÍLIO ECUMÉNICO DO VATICANO - Sacrosanctum Concilium 13; Catecismo da Igreja Católica, 1675

Fonte: Santa Teresinha do Menino Jesus

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